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  • Eduardo Sato

Supercondutores à temperatura ambiente


Ímã levitando sobre um supercondutor resfriado abaixo de sua temperatura crítica. Créditos: Wikimedia Commons/Mai-Linh Doan (CC-BY-SA 3.0)

Pesquisadores da Universidade de Rochester nos Estados Unidos anunciaram a descoberta de um novo supercondutor a temperatura ambiente. O achado foi publicado na revista Nature e mostra um composto de hidrogênio, carbono e enxofre que possui propriedades supercondutoras a uma temperatura de 15°C.


Apesar da alta temperatura de funcionamento, o material exige também altas pressões, o que impede muita aplicações práticas. No artigo, os pesquisadores expuseram o material à pressão de 267 GPa (giga pascal), isto é, mais de 2.6 milhões de vezes a pressão atmosférica. Mas mesmo com esta dificuldade, a existência de supercondutores a altas temperaturas abre portas para mais pesquisas que no futuro poderão ter aplicações fantásticas.


Para entender isto, é necessário entender o que são supercondutores. Materiais supercondutores são aqueles que não apresentam resistência elétrica abaixo da chamada temperatura crítica, que varia de material para material. Por não apresentarem resistência elétrica, estes materiais conduzem eletricidade sem dissipar energia, algo que poderia diminuir em muito nosso consumo de energia.


Outra propriedade interessante dos supercondutores é o efeito Meissner que expulsa campos magnéticos de seu interior, podendo ser usado para levitar ímãs, assim como vemos em trens do tipo Maglev. Esses trens levitam sobre os trilhos, assim não temos atrito, o que permite: baixo ruído, baixo consumo de energia e altas velocidades.


Será que chegará o dia em que encontraremos supercondutores que possam atuar nas temperaturas do verão brasileiro? Somente conseguiremos este feito com muita dedicação a pesquisa nesta área fascinante da Física de materiais!


Referências e saiba mais:


[1] Superconductivity found at room temperature. International Institute of Physics (IIP-UFRN)


[2] Room-temperature superconductivity in a carbonaceous sulfur hydride. Nature magazine


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