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Buracos Negros e o Nobel de 2020: viagem até fim do espaço-tempo

12 de Novembro de 2020

Prof. Dr. André Landulfo

Prof. Dr. André Landulfo
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Ao longo da história, a força gravitacional sempre gerou sentimentos de admiração e perplexidade. A mesma força invisível que faz uma maça cair na terra mantém a Lua, a Terra e todos planetas em suas órbitas em torno do Sol. Em 1915, nosso fascínio com essa força só aumentou. Ao desenvolver sua teoria da relatividade geral, Albert Einstein mostrou que a gravitação está intimamente ligada à própria estrutura do espaço-tempo em que vivemos. Uma de suas previsões mais impressionantes e surpreendentes é a da existência de objetos que produzem uma atração gravitacional tão intensa em sua vizinhança que nada, nem mesmo a luz, consegue escapar. Ainda mais intrigante é que, bem em seu interior, eles escondem uma região singular aonde o próprio espaço-tempo parece terminar. Tais objetos, denominados de Buracos Negros, romperam os limites da academia para permear o imaginário popular durante as últimas décadas. Nessa palestra iremos descrever as propriedades desses objetos fascinantes e mostrar aonde eles podem ser encontrados em nosso universo. Assim, exploraremos as consequências do Prêmio Nobel de Física desse ano, que laureou os Físicos Roger Penrose, Reinhard Genzel e Andrea Ghez por estudarem as propriedades desses devoradores cósmicos e mostrarem que no centro de nossa própria galáxia se encontra um buraco negro com milhões de vezes a massa de nosso sol.

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