20º Edição - Astrobiologia: Estudando a Vida no Universo

Resumo: Uma das perguntas mais antigas que a humanidade se faz é "Estamos sozinhos no Universo?". Na tentativa de responder a essa e outras questões extremamente complexas da natureza, como a origem da vida, foi criado um novo campo de pesquisa, a Astrobiologia, a qual reúne pesquisadores de diferentes áreas, trabalhando em colaboração.
Os cientistas, atuando como exploradores modernos, vasculham a vida em nosso planeta, desde as profundezas oceânicas até o alto das montanhas, procurando entender como ela surgiu, evoluiu e, em muitos casos, extinguiu-se, com o passar dos bilhões de anos de história da Terra. E hoje esse esforço se estende para além da Terra, para os planetas e luas do Sistema Solar e mesmo para planetas muito distantes, orbitando outras estrelas de nossa Galáxia. Talvez consigamos encontrar indícios de vida extraterrestre, talvez não, mas o importante é que, no caminho, estamos compreendendo melhor os processos naturais que permitiram que um fenômeno tão complexo como a vida tenha surgido e evoluído em nosso Universo.

- Douglas Galante

Prof. Dr. Douglas Galante

servletrecuperafoto.gif

Bacharel pelo Curso de Ciências Moleculares da Universidade de São Paulo (2003), doutor em Astronomia pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG-USP) em 2009 e pós-doutor pelo mesmo instituto (2012). Atualmente é pesquisador do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS/CNPEM), liderando o grupo Carnaúba, da nova linha de nanofoco do Sirius. Trabalha na área de Astrobiologia e Ciências Planetárias. É também pesquisador associado do Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia, NAP-Astrobio (IAG/USP) e tem experiência no estudo dos efeitos da radiação sobre sistemas químicos e biológicos, da micro à macro escala. Utiliza ferramentas teóricas, experimentais e de trabalho em campo para o estudo da interação da vida com seu ambiente, de maneira a extrapolar para outros planetas a informação da vida atual em regiões extremas da Terra, e da vida pretérita, do registro fóssil. Trabalha também com o fenômeno da origem da vida, sua adaptação às superfícies planetárias e a habitabilidade do Sistema Solar, inclusive utilizando plataformas espaciais.